Quais serão as consequências do retrocesso ambiental de Trump

Para agradar à indústria poluidora, Trump começa a desmontar a regulação ambiental do país. Será ruim para os Estados Unidos e para o mundo

FUMAÇA Usina termelétrica a carvão. Investidores não acreditam mais nessa energia suja (Foto: Benjamin Lowy/Getty Images)
A ecologia, ciência que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente, tem uma definição precisa para o desastre que aconteceu em Washington na terça-feira, dia 28: bioinvasão. Trata-se da rápida expansão de uma espécie numa região onde ela não existia antes, quase sempre com efeitos daninhos. A invasão aconteceu na sede da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês). A espécie estranha em questão é um tipo de ser humano, investido com poderes políticos, em conflito com o consenso científico. Representado pelo presidente americano Donald Trump e pelo advogado Scott Pruitt, novo diretor da EPA, o grupo assinou uma ordem executiva que desfaz boa parte dos avanços regulatórios dos últimos anos. “Estamos acabando com o roubo da prosperidade americana e reconstruindo nossa amada nação”, disse Trump, depois de tecer loas à indústria e a fontes de energia poluidoras, como petróleo e carvão. Pruitt justificou as medidas em entrevista à rede de TV Fox News, apoiadora de Trump. “Elas vão criar empregos no setor de petróleo e gás”, disse. Mas os cientistas e funcionários da agência, ligados à função ambiental da casa, pensam diferente. “É um insulto”, disse um deles ao jornal Washington Post. Como em todo caso de bioinvasão, os impactos negativos não são limitados por fronteiras regionais ou nacionais. Os Estados Unidos sofrerão com o retrocesso ambiental, mas o resto do planeta também será afetado. Veja mais…
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