Os ladrões do tempo

“Sabemos que o temos e o perdemos, e podemos utilizá-lo produtivamente ou não”

 

Há uma frase bastante batida que diz “tempo é dinheiro!”. Penso que ela seja até adequada, principalmente, do ponto de vista financeiro.

Mas o tempo deve ser percebido como algo muito mais valioso e amplo do que um “punhado de tostões”, como diriam os mais experientes.

Há muitos séculos já se procura entender o que é o tempo. Agostinho de Hipona (354-430 DC), conhecido como Santo Agostinho, foi um dos que mais analisou e refletiu sobre o tempo. Questionou Agostinho:

“Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei”.

Deixando de lado a filosofia, podemos ver o tempo como algo prático e que nos impacta no dia a dia. Independente do conceito, sabemos que o temos e o perdemos, e podemos utilizá-lo produtivamente ou não.

Então, falemos do tempo do ponto de vista de produtividade e do que pode impactar em seu uso em nossa vida objetiva.

Planejamento
A falta de planejamento do que precisa ou deseja fazer pode levar a improdutividade. Fazer tudo ao mesmo tempo, na medida em que as tarefas ou compromissos vão surgindo pode mais atrapalhar do que ajudar.

Definir o que, como e quando algo precisa ser realizado, estabelecer prioridades ou relevância para cada um e criar parâmetros de tempo e duração, tudo isso pode contribuir para um uso racional do tempo.

Organização
Utilizar dispositivos distintos (celular, tablet e caderno) pode fazer com que algo se perca. P

rocurar centralizar ou integrar os recursos pode contribuir para a manutenção da produtividade, na medida em que tudo estará em um único lugar, permitindo fácil e rápido acesso ao conteúdo.

Redes sociais
A internet e as variadas redes sociais existentes são sedutoras poderosas quando falamos de consumir tempo.

A grande rede é um grande benefício e pode contribuir muito para a vida pessoal e profissional, mas, devemos ter em mente que, usá-la desmedidamente é muito ruim.

Assim, estabelecer horários para acessar as redes sociais, por exemplo, antes e depois do expediente e na hora do almoço, pode ser uma boa estratégia de manter-se conectado aos colegas virtuais, sem prejudicar a produção diária.

Mensagens
Pesquisas mostram que se perde muito tempo respondendo a mensagens como e-mails, sms e aquelas oriundas de aplicativos do celular.

Então, estabelecer horários determinados para a checagens das mensagens – início, meio e fim do dia – pode contribuir para a produtividade.

Se você realmente precisa se concentrar em uma tarefa específica, configure uma resposta automática para seus e-mails e evite checar a caixa de entrada até terminar seu trabalho.

A DISCIPLINA AQUI É A CHAVE!

Equilíbrio
Passar o dia todo tenso por ter que realizar mais e mais coisas pode fazer com que o indivíduo perca seu equilíbrio emocional.

Manter-se no prumo, equilibrado e calmo pode contribuir substancialmente para o resultado do que se deseja.

Assim, procurar relaxar e fazer pequenas pausas – 5 minutinhos mesmo – como levantar, esticar o corpo e respirar fundo algumas vezes pode ajudar bastante a um dia mais produtivo.

Foco
Uma vez que esteja realizando algo, mantenha-se nesse algo.

Uma vez que tenha feito um bom planejamento e priorizado adequadamente, resta manter o foco e a atenção ao que está fazendo naquele instante.

Manter o que se chama de “estado de presença” é fundamental para atingir os melhores resultados.

Propósito
Um aspecto que muita gente não considera quando se fala em produtividade é o porquê de fazer algo.

Muitas pessoas simplesmente começam a fazer uma coisa por é moda, porque mandaram ou porque outros estão fazendo.

Entender as motivações de fazer algo, seu significado e relevância, por quê e para que podem contribuir, inclusive, para a motivação e foco que serão criados e dispensados.

Se soubermos utilizar o tempo, ele poderá ser um grande aliado. Ao contrário, se não convivermos bem com ele, pode ser que achemos que ele está andando muito rápido e que não conseguimos realizar quase nada.

Fonte: empregos

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